quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Vamos nos por na forca - Te xingo!



Roqueiro, rapper, reggeiro, nerd, pagodeiro, punk, clássico... Olha aqui eu não te xingo disso e você não me xinga daquilo...

O quê? Agora ser qualquer coisa descrita acima é xingar? Que sociedade é esta que ser aquilo que se pensa, se gosta, se nasce, se tem e se conquista é xingamento?

Temos preconceito no atacado e no varejo. Sendo assim sempre temos um ataque na ponta da língua. Bom, o que queremos provar com tudo isso hein?! Já parou para pensar?


Somos iguais, a tolerância é essencial em uma democracia (claro, devendo ser pluralista não eclético), então não podemos diminuir ninguém!

Vivemos no inferno porque não somos aceitos e não aceitamos ninguém, formamos estas malditas panelinhas ou grupinhos, como você ache melhor... fazemos tudo isso só pra atacar ou matar o diferente. Será que esquecemos ou não sabemos que somos igualmente diferentes ou diferentes igualmente. Isso tudo nos faz tornarmos belos, diferentes úteis e necessários para a luta em busca de melhorias.

Como eu queria dizer a todos os jovens, crianças e cidadãos, como você é belo e gostaria que você se interessasse pelo diferente, experimentasse o novo, lidar com a desigualdade. Dar oportunidade de conviver e aprender com pessoas magníficas, o que causará o crescimento e a desenvoltura a cada dia. Então juntaremos as mãos, faremos a UNIÂO e através dela, a grande REVOLUÇÃO! É isso aí!

Por Thaís – movimento estudantil

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

A EDUCAÇÃO E O MEDO

O medo inibe, impede o raciocínio, fazendo do ser humano mero instrumento (meio), contrariando a máxima de Kant, na qual diz que "o homem é um fim em si mesmo".

O medo, fazendo do homem mero instrumento, obriga-o a renunciar (inconscientemte muitas vezes), a vontade de mudança e o amor que habita o coração. Sendo assim, o humano, que por essência é uma águia, transforma-se em "galinha" de fácil manipulação.

Um povo que toma consciência de seus direitos e deveres perde o medo e luta por melhorias na sociedade e, consequentemente, passa a exercer a cidadania, na qual se inclui, a solidariedade e o desenvolvimento igualitário para todos, contrariando o atual regime capitalista existente que somente beneficia uma minoria privilegiada que detém o poder político e econômico.

Precisamos é de investimento na EDUCAÇÃO, pois assim, o povo brasileiro irá QUESTIONAR o que está indevido e ter participação nas tomadas de decisões junto ao governo. Investir na EDUCAÇÃO é investir contra o MEDO.

Rafael de Almeida, do Programa "Boicote Popular" - Difusora FM - 105,7 - todo domingo das 19 às 22 horas.

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Andar desconfiado

Quando ando de costas, vejo os lados aparecendo. Quando ando de frente, vejo os lados sumindo. Semelhança é que sempre posso ver um ponto fixo no horizonte. Andando de costas, o horizonte se distancia, de frente, me atrai. Pode-se achar estranho e incompleto tal raciocínio ou, talvez, dispensável e inútil. Que não tem significado algum.

Não vou me queixar. Ficarei atento às críticas. Posso timidamente responder: “Porque tão inútil o pensamento do meu andar? Então, como classificaremos o pensamento que se constrói para a exploração do homem pelo homem, através do atual sistema econômico norteado pelo capital?”

Ficarei aqui. Emburrado. Não pedirei esmolas para o mundo, ao contrário, esmolarei vontade à minha terra andando de costas e de frente e sempre tendo um ponto fixo para não se perder.

Quero saborear a vida, através de choros e risos, lutas e descansos para leitura. Andar até a esquina do quarteirão descalço. Colocar um nariz de palhaço e protestar com faixas na praça da cidade e depois, fazer a barba sentado numa cabine de caminhão beirando um rio e presenciar um carro velozmente mergulhando neste.

Temos que fazer a nossa história, pois somos seres pensantes que fazem história. A rosa, seja aquela inacabada de brotar ou na fase de putrefação, é fonte de inspiração dos poetas que fazem dela história numa poesia. O homem transforma os fatos em história, não é mero ser biológico que se reproduz. Não é como uma rosa que nasce e morre e, de seu jardim, nascem outras tantas parecidas. As rosas vão ser sempre as mesmas rosas, salvo mudanças genéticas. O homem é único, portanto, faz história. Mas que história de luta pelas melhorias deixaremos estampado na memória da terra? Quais os exemplos deixaremos para o sangue futuro?

Na verdade, esqueçamos de tudo, esqueçamos das leis, esqueçamos do Estado... Lembremos apenas de que temos o direito de viver dignamente aqui na terra, com saúde e educação de qualidades. Só peço a permissão de me deixarem sempre recordar do meu andar desconfiado, que deixa os lados aparecerem e sumirem, e que meu ponto fixo é um “hobby bobo”: a luta por um Brasil mais justo!

Rafael de Almeida, do Programa "Boicote Popular", todo domingo, das 19 as 22 horas, na Difusora FM - 105,7.


segunda-feira, 18 de junho de 2007

OLA PREFEITO! TUDO BOM? ESPERAMOS QUE SIM!

A manifestação pacífica ocorrida no último dia 08 na praça Rui Barbosa, com faixas denunciando possíveis irregularidades na administração do atual prefeito, tem grandes pontos positivos, vez que apresenta uma evolução na consciência do povo capão-bonitense. A manifestação pacífica é um direito pétreo garantido na Constituição Federal do Brasil, direito este, que o povo sugere ao atual prefeito simples leitura, pois não vai doer nada. O que causa estranheza é o Boletim de Ocorrência lavrado contra um dos manifestantes. Deveria o prefeito ser um pouco mais tolerante com os manifestantes, afinal eram apenas jovens mesclando a arte (violão e malabarismo) com a manifestação pacífica e não bandidos de colarinho branco que roubam o dinheiro do povo descaradamente, como acontece em atuais prefeituras no Brasil. O que me deixa curioso é o fato do prefeito se preocupar tanto com uma simples manifestação pacífica, será que a carapuça serviu? O ditado popular já diz: onde há fumaça há fogo! Talvez o poder esquece que quem paga o salário dos governantes é o povo, sendo assim, o povo pode se manifestar do jeito e da forma que quiser. Sabemos que o poder sempre jogará sujo. Estamos preparados. Não lutamos por nos sentirmos vítimas, lutamos objetivando a conscientização do povo e mostrar que o povo unido tem o poder da transformação. Lutamos honrando o direito da continuidade da revolução, iniciada por grandes ideais no decorrer da história. Lutamos porque vemos condições que podem ser mudadas para a melhoria da vida do povo. Lutamos com o coração e não pago pelo dinheiro sujo da corrupção. Não somos laranjas ou testas de ferro, que assinam qualquer coisa a troco de míseras regalias. O que nos inspira é a verdade. Por fim, cito Ernesto Guevara aos inimigos do povo que tentam impedir a livre expressão do pensamento, direito conquistado a custa de muito sangue derramado: “As tantas rosas que os poderosos matem NUNCA CONSEGUIRÃO DETER A PRIMAVERA”.